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segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Romanceiro



Almeida Garrett
1799 - 1854

Compilação das lendas e romances portugueses de tradição oral ou escrita, produto do trabalho de recolha e de perscrutação da índole genuína da nossa literatura que Garrett teria iniciado ainda na década de 20, aquando do seu exílio em Inglaterra, sob a influência dos trabalhos de Scott, Percy, Lockart e Burger. A recolha reparte-se por três volumes: no primeiro incluem-se Adozinda e outros (Adozinda e Bernal Francês, publicados em Londres, em 1828, entre outros); no segundo e no terceiro estão reunidos os Romances cavalheirescos antigos. Na introdução ao primeiro volume, Garrett diz-se inspirado pelo desejo de dar a conhecer essa "outra literatura que era a verdadeira nacional, a popular, a vencida, a tiranizada por esses invasores gregos e romanos". Oito anos depois, na introdução ao segundo volume, reforça a ideia da necessidade de "estudar as nossas primitivas fontes poéticas, os romances em verso e as legendas em prosa; as fábulas e crenças velhas, as costumeiras e as superstições antigas; [...] o tom e o espírito verdadeiro português, esse é forçoso estudá-lo no grande livro nacional, que é o povo e as suas tradições, e as suas virtudes, e os seus vícios, e as suas crenças, e os seus erros." Retirado da Net

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

domingo, 30 de setembro de 2012

As mil e uma noites



Esta versão do "Livro das mil e uma noites" foi editada pelos anos 50 em fascículos que eram vendidos creio que semanalmente. Ora, há muitos, muitos anos, como diria Sherazade, fomos, eu e a Cecília, passar uns dias em Nafarros, perto de Sintra, numa velha casa rústica emprestada por um amigo. Para ler, levei entre outras coisas alguns desses fascículos que existiam, soltos, lá por casa. E foi nesses dias, de manhã, na cozinha que dava para um pátio por uma porta que mantínhamos aberta para deixar entrar o ar fresco, quase frio, o vento, as cores das folhas saturadas pela chuva e o cheiro de terra molhada, com uma cafeteira ao lume, na chaminé de pedra, a encher a casa com um aroma quente de cevada que, por não haver café, tinha comprado na mercearia da terra, que me perdi no mundo fantástico de mercadores, génios, califas e sultões, palácios de ouro e pedras preciosas, mulheres más ou de bom coração, todas belas para além do que se consegue descrever e requestadas por apaixonados ora novos, ora velhos, pobres e ricos, decididos e choramingas. 
Mas só tinha alguns dos primeiros fascículos, e queria desesperadamente ler o resto, por isso, ao voltar a Lisboa, a primeira coisa que fiz foi dirigir-me à editora para saber se a obra completa existia. E existia, só que o preço estava muito para lá do que eu podia pagar. Foi assim que passei a visitar todos os anos o Stand da editora Estúdios Cor na feira do livro, para ver se o preço e os meus trocos se entendiam de forma a que pudesse fazer a compra, o que só aconteceu uns bons anos depois, num belo dia em que lá regressei da feira com os seis volumes para acabar a leitura interrompida havia talvez uns dez anos. 
Filhos e netos: tomem nota, ninguém deve passar esta vida sem ler “O livro das mil e uma noites”. Esta é uma boa versão, e bem escrita, o que se deve à escolha dos tradutores cujos nomes listo em baixo. Eu empresto.

Tradutores:
Aquilino Ribeiro, Branquinho da Fonseca, Carlos de Oliveira, Irene Lisboa, José Gomes Ferreira, João Gaspar Simões, José Rodrigues Migueis, Jorge de Sena, José Saramago, Urbano Tavares Rodrigues, David Mourão-Ferreira, entre outros.

Ilustradores:
Bernardo Marques, Carlos Botelho, Cipriano Dourado, Fernando Azevedo, Júlio Pomar, Vaz Pereira, Alice Jorge, Bartolomeu Cid, Infante do Carmo, Júlio Gil, Maria Keil, Candido Costa Pinto, Lima de Freitas, Manuel Lapa, Sá Nogueira, António Charrua, e Jorge Martins.

Alguns Links:
Para me lembrar que existe uma tradução brasileira que talvez um dia..

 Eram assim os fascículos que desapareceram não sei como.  
Talvez estejam ainda aí, escondidos.

                                                          E são assim os seis volumes porque esperei tanto tempo.  

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Monsanto

Maria Leonor Carvalhão Buescu
1932 - 1999

Este livro foi escrito em 1955, poucos anos antes de eu começar a ir para Monsanto, e uma das coisas de que gosto nele é o ter uma série de histórinhas de que me lembro e que foram recolhidas junto de pessoas que, em alguns casos, foram as mesmas a quem as ouvi contar, como é o caso da Amélia Cagona e da Hermínia Jagá. Esta última era uma velhota cheia de vida que gostava de cantar, dançar e contar histórias brejeiras. Só convivi com ela no primeiro ano que estive em Monsanto, quando lá cheguei no segundo já tinha morrido e lembro-me bem de como fiquei triste quando o soube, uma sensação de perda e logo também de saudade dos serões nos "Cebolinhos" com ela a animar.   

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

O sopro das vozes - textos de índios americanos

Miguel Castro Henriques
(Organização e tradução)


“A terra é uma grande ilha que flutua num grande mar e está suspensa por uma grande corda em cada um dos quatro pontos cardeais que desce, desde a abóbada celeste, a qual é feita de rocha sólida. Quando o mundo envelhece e fica usado demais, as pessoas começam a morrer, as cordas quebram-se e deixam que a terra se afunde no grande mar e tudo volta a ser água outra vez. Os índios temem que isso aconteça”.

Cuentos de la dinastia Tang

Sec VII a X


"El cuento en China alcanzó un alto grado de desarrollo durante la dinastía Tang (618-907) cuando se escribieron excelentes historias sobre pintorescos personajes. Estos cuentos, conocidos como Chuang Qi (Historias extrañas), en su tiempo fueron considerados literatura de segunda clase en comparación con los ensayos clásicos de los letrados. Antes de la época Tang, China ya había sido cuna de hermosas y conmovedoras historias y leyendas. A juzgar por las obras existentes, algunas de ellas parecen parte inseparable de las antiguas fábulas -es decir, de las leyendas que servían para explicar alguna filosofía- mientras que otras eran el vehículo usado por budistas y taoístas para propagar sus respectivas religiones. Estos cuentos merecen leerse por su propio valor. No sólo porque son encantadores, sino porque han alcanzado un alto grado de excelencia artística". Retirado da Net-Amazon 

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Fábulas e contos



Italo Calvino
1923 - 1985

Foi em 1954 que Italo Calvino se lançou nesta longa aventura que era compilar, rescrevendo contos populares recolhidos nas várias regiões da Itália, a partir dos vários dialectos que a constituem. A ideia de uma recolha (que já tinha sido tentada anteriormente, à maneira da recolha tal como fora efectuada pelos irmãos Grimm), lacuna que se fazia sentir no campo da literatura popular e fabulista, levou-o ao mundo dos contos de fadas, onde, como ele próprio o refere, foi "agarrado pela natureza tentacular e aracnídea do objecto de estudo", sucumbindo ao encanto da riqueza e da limpidez do mundo fabulista e, por outro lado, igualmente seduzido pela infinita variedade, diversidade e repetição desses contos, nas suas diversas versões. (texto de Maria João Cantinho) Retirado da Net